Slow Food Cerrado no Assentamento Colônia I (Parte 1)

Um encontro, muitas atividades.

O Slow Food Cerrado cresceu muito em pouco tempo, e as pessoas precisavam se conhecer, conviver. A proposta inicial era um encontro, mas a receita foi sendo enriquecida, cada um colocando um ingrediente, e acabamos realizando um grande evento. Tudo foi combinado de forma participativa, usando o grupo de discussão do convivium. 

Realizamos o encontro no dia 07 de agosto no Assentamento Colônia I porque é a casa do Grupo Vida e Preservação (agricultores agroecológicos) e do Grupo Sabor do Cerrado (grupo de mulheres cozinheiras), já conhecidos e parceiros do Slow Food Cerrado, e também integrantes da Rede Terra Madre Brasil . Contamos com um apoio fundamental para a realização do encontro: Central do Cerrado, principalmente no fornecimento de produtos da sociobiodiversidade de outras comunidades do alimento, e na parte da logística geral.

Quando começaram as confirmações, percebemos que seriam muitas crianças e que precisávamos de uma atividade para elas. Pensando nos talentos que temos no grupo, e no ambiente que encontraríamos no assentamento (hortas agroecológicas, cultivo de morangos) não foi difícil encontrar quem coordenasse esta atividade e pensasse em um formato simples e prazeroso. Alessandra, que já vem desenvolvendo um trabalho com educação do gosto para crianças, e Leninha, que é professora e está sempre na cozinha, logo toparam o desafio. A atividade consistiu em uma visita guiada em uma horta, convivência e aprendizado com um agricultor, colheita de verduras e preparo de uma salada.

No centro comunitário do Colônia I, as crianças se separaram dos pais, e juntos com Alessandra e Leninha  rumaram para a casa do Seu Rui, numa caminhada de 5 minutos. Lá foram carinhosamente recebidas por ele, e começou a visita. Nosso grupo de crianças já tinham experiência, e teve até troca de receitas: "também dá para por as folhas da beterraba na sopa", afirmou Caio.

Além das beterrabas, vimos as alfaces, as cenouras, os brócolis. Em um momento Seu Rui lançou um desafio (para as coordenadoras também) e somente o João, o mais novo da turma, acertou: "é ervilha torta, tem na horta da minha escola".

A maior surpresa para todos foi quando Seu Rui disse: "agora vou mostrar uma coisa que ninguém vai saber o que é". De um "matinho" rasteiro que puxou da terra saíram: "AMENDOINS!!!!". Desta vez foi uma surpresa geral, que se seguiu de uma degustação, ali mesmo, de amendoins graúdos e deliciosos. Segundo o Caio, "estes amendoins são a coisa mais gostosa do mundo!!!".

Vimos as ramas de mandioca, já colhidas, e o feijão, que só ficou na horta o que estava sendo separado para ser semente. Um pouco mais para lá estava a couve flor, mas a delícia mesmo foi chegar nos moranguinhos, que estavam mais para morangões. Seu Rui explicou o porque do plástico, mostrou como se colhe e deu o sinal verde para a turma avançar. Aí virou a Festa do Morango! Em cada fileira uma variedade, e deu para sentir a diferença. Caio falou para quem quisesse ouvir: "Esta horta é tudo de bom, tem tudo que eu gosto!".

Passamos ainda pelas couves – duas variedades com folhas diferentes, pela rúcula, alface roxa, tomatinhos cereja, tomates. Seu Rui contou sobre o problema da água e mostrou a bomba e o reservatório. Foi a hora de matar a sede.

A tarefa era fazer uma salada, então cada uma das crianças escolheu algo para colher. De volta no centro comunitário, hora de lavar as mãos, higienizar e preparar a salada.  Ao final, todos acharam melhor levar a salada para o almoço com os adultos. Será que é porque estavam com a barriga cheia de morangos?

As imagens abaixo mostram em seqüência toda a atividade.

 

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Enquanto isso, os adultos também tiveram sua dose de formação e diversão, conhecendo o Cerrado e a horta do Seu Osmar. Depois veio o almoço, também teve oficina na cozinha com o Grupo Sabor do Cerrado….mas estas histórias ficam para mais tarde.

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