slowfilme2012

3º Slow Filme – Festival Internacional de Cinema e Alimentação

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Festival preparou para 2012 uma programação feita de grandes filmes nas telas e degustações. Pirenópolis, Goiás, de 13 a 16 de Setembro de 2012

De 13 a 16 de setembro de 2012, na pequena cidade de Pirenópolis, em Goiás, acontece a terceira edição do SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO vai ser uma festa de imagens e sabores, com direito a primeiras exibições de filmes no Brasil, degustações, palestras e muito mais.

O festival apresentará uma programação cinematográfica que inclui a estreia brasileira de Mugaritz B.S.O., sobre o celebrado restaurante espanhol, dos filmes da Academia Barilla, da Itália, do novo documentário do consagrado Ermano Olmi, dos premiados Focaccia Blues A Estrada Real da Cachaça e de mais uma lista de títulos que prometem evidenciar o caráter único do SLOW FILME no continente sul-americano. O evento abre no dia 13, às 19h, com a exibição do documentário alemão O Sabor do Desperdício, acompanhada de palestra do produtor rural e deputado distrital Joe Valle, pioneiro na agricultura orgânica no Distrito Federal.

Durante quatro dias, de quinta a domingo, serão exibidos, no Cine Pireneus, 20 títulos produzidos em vários países, sob curadoria do cineasta e crítico Sérgio Moriconi, sempre com entrada franca. E o público ainda terá oportunidade de ver, em primeira mão, um dos mais importantes documentários do cineasta Vladimir Carvalho, Quilombo, filmado em 1974. O curta registra o cotidiano da Comunidade Quilombola do Mesquita, criada há 200 anos, próximo à cidade de Luziânia, e que tem no marmelo sua principal e mais tradicional fonte de recursos. Quilombo será brevemente relançado em DVD, numa caixa contendo outros títulos do diretor. A exibição do curta, marcada para as 15h de sexta-feira, dia 14 de setembro, contará com a presença do documentarista Vladimir Carvalho, da representante da Quilombola do Mesquita, Sandra Pereira Braga, e de mais 20 membros da comunidade. A comunidade recebe apoio do movimento Slow Food no Brasil.

SLOW FILME é um festival diferente de todos os que existem no Brasil. Além de exibir filmes de grande qualidade estética, tem por objetivo afirmar princípios como o da sustentabilidade, do respeito ao meio ambiente e do resgate cultural. O evento é inspirado no Slow Food on Film, festival realizado em Bologna, na Itália, reunindo produções de todo o mundo, que tratam de temas ligados aos conceitos do Slow Food. Segundo o movimento, o alimento deve ser bom, limpo e justo – bom no sabor, limpo na forma de cultivar (sem prejudicar a saúde, o meio ambiente ou os animais) e justo no retorno dado aos produtores por seu trabalho. Para o movimento Slow Food, é preciso defender a herança culinária, as tradições e culturas. Fazer uma conexão entre o prato e o planeta.

INEDITISMO

Evento inédito na América Latina, o 3º SLOW FILME vai exibir, pela primeira vez no Brasil, ficções e documentários realizados em várias partes do mundo. São títulos vindos da Índia, Croácia, Itália, Alemanha, França, Nigéria, Estados Unidos e Brasil (que está representado com três grandes filmes – o premiado A Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, Quindim de Pessach, de Olindo Estevam, e o curta Quilombo, do documentarista Vladimir Carvalho).

SLOW FILME vai proporcionar o contato do público brasileiro com o curioso documentário Mugaritz B.S.O., que apresenta o processo de transformação das receitas premiadas do chef Andoni Luis Aduriz, do restaurante basco Mugaritz (considerado um dos três melhores do mundo), em temas musicais especialmente criados pelo músico Felipe Ugarte. O filme registra os três anos em que Felipe analisou as receitas com o objetivo de interpretá-las em linguagem musical, a preparação dos pratos, as viagens que o músico fez a países como Etiópia e Peru em busca de melodias até as gravações em estúdio.

Outra novidade da terceira edição do festival é a parceria com a Academia Barilla, um complexo polifuncional situado em Parma, na Itália, e criado para defender e salvaguardar os produtos alimentícios italianos, promover e difundir o conhecimento destes produtos e defender seu papel na tradicional cozinha italiana. A organização promove cursos de gastronomia, lançamentos de livros, seminários e um festival de cinema. Filmes exibidos e premiados neste festival poderão ser vistos pela primeira vez no Brasil.

PALESTRAS E DEGUSTAÇÕES

Além das exibições, o festival programou uma série de palestras e degustações. Na sexta-feira, logo após a exibição de Focaccia Blues, do italiano Nico Cirasola, o italiano Antonello Monardo falará sobre a origem do movimento Slow Food na Itália. Monardo vive em Brasília desde 1992, é torrefador de cafés especiais, ganhador da medalha de ouro do International Coffee Tasting 2008, e organiza e ministra cursos e palestras. Logo após a conversa com Antonello Monardo, o público será convidado a provar focaccias, ciabatas e pães italianos acompanhados de vinho.

No sábado, será a vez da “branquinha”. Depois da exibição de A Estrada Real da Cachaça, o diretor do filme, Pedro Urano e produtores de cachaça da região falarão sobre a atividade. Em seguida, a chef BiaGoll irá discorrer sobre a utilização da aguardente na culinária brasileira. Bia Goll é proprietária do charmoso Otto Bistrot, em São Paulo, que conjuga gastronomia e galeria fotográfica. Bia tornou-se chefdepois de passar por vários restaurantes na Europa e hoje suas receitas misturam influências da Alemanha, Áustria, Suíça, sul da França e Itália, além, é claro, dos temperos brasileiros. A plateia, então, será provocada a distinguir os sabores da autêntica cachaça mineira, representada pela consagrada Cachaça Claudionor, da cidade de Januária, e de dois tipos de cachaça goiana: a Pinga do Bastos, produzida na Fazenda Morro Grande desde a década de 1960, nos arredores de Pirenópolis, e Amaranta e Melquíades, do Sítio Macondo, do jornalista e produtor Ronaldo Duque.

No domingo, o festival de sabores começa cedo, a partir das 10h30, no Restaurante Montserrat, nesta que será a única das degustações com ingresso pago. Pelo preço de R$ 35,00 por pessoa, será oferecida palestra do especialista espanhol Ricardo Rojas Priego sobre o tradicional e finíssimo Jamón Pata Negra, considerado por muitos como o melhor presunto cru do mundo. Fabricado em sua grande maioria (80%) na região da Extramadura, mas também nas províncias da Andaluzia e da região de Castela e Leão, o Pata Negra tem sabor suave e adocicado. É extraído de uma raça de porcos ibéricos criados livres no pasto, alimentando-se apenas de frutos dos azinheiros. O espanhol Ricardo Priego promete contar toda esta história e ainda ensinar a maneira certa de cortar o jamó. 

A degustação do Pata Negra será harmonizada com vinhos de Castilla la Mancha. Quatro bodegas espanholas participam do evento: Altolandon, Finca los Alijares, Villavid e Finca Antigua.  Esta atividade é uma parceria com o Instituto Cervantes – Brasília. Antes dePirenópolis, o especialista estará no Espaço Cultural Instituto Cervantes, no dia 14, às 19h30, para uma Cata de Jamón de Jaburgo, com harmonização de vinhos de Castilla La Mancha. Inscrições até o dia 13 de setembro, na secretaria do instituto. Mais informações: (61) 3242. 0603.

Ricardo Rojas Priego nasceu em Córdoba e é um profundo conhecedor do setor suíno ibérico espanhol. Ele acompanha de perto a produção e a comercialização dos produtores derivados deste setor. Tem experiência em corte de jamón e realiza cursos sobre o assunto em vários países do mundo como México, França, Bélgica, Itália e Reino Unido. A atividade tem número limitado a 60 participantes. 

O FESTIVAL

Ineditismo e qualidade caracterizam a programação do SLOW FILME em 2012. Na grade de programação estão filmes como O Sabor do Desperdício, do alemão Valentin Thurn, que mostra o volume de alimentos que a sociedade contemporânea lança ao lixo, mas revela uma recente mudança de mentalidade. Também Dabbawala– O Milagre das Marmitas, um filme sobre uma tradição na Índia: o consumo de refeições caseiras que chegam a 200 mil diariamente, em Mombai, e sobre as pessoas que entregam essas refeições, os dabbawalas.  Há ainda O Mundo Segundo Monsanto, da canadenseMarie-Monique Robin, que promove um mergulho na gigante que é a maior produtora de herbicida e sementes geneticamente modificadas do mundo. E o brasileiro Estrada Real da Cachaça, de Pedro Urano, que refaz a rota de fabricação da aguardente, desde o período colonial até os dias atuais.

A programação inclui documentários muito bem-humorados, como a produção italiana Facaccia Blues, de Nico Cirasola, que conta a curiosa história de um padeiro de Puglia, na Itália, que abriu sua loja ao lado de um McDonalds e, só com seu talento em fazer pães, levou a lanchonete norte-americana à falência na cidade. Ou Comendo o Alasca, que fala de uma vegetariana convicta que, desavisadamente, se apaixona e se casa com um caçador de veador e pescador do Alasca! Ou ainda Quindim de Pessach, sobre a apropriação feita por cozinheiras brasileiras da culinária judaica e a saborosa mistura desta tradição com ingredientes da cozinha nacional.

Mas a terceira edição de SLOW FILME exibirá também animações como O Bezerro que queria ser hambúrguer, uma sátira à propaganda enganosa; ficções como o alemão Menu de Domingo, sobre uma adolescente vietnamita-alemã que enfrenta conflitos de geração e transculturais através do poder ritualístico da comida; e documentários como Terraços do Vinho, o mais recente do mestre italiano Ermano Olmi, que apresenta a  viticultura heróica da região da Valtellina,  no nordeste italiano.

Uma das grandes novidades da programação do 3º SLOW FILME é a exibição dos filmes que integram a grade da Academia Barilla, um importante centro de valorização e difusão da gastronomia regional italiana, situado em Parma, que anualmente premia curtas-metragens dedicados à comida tradicional. No programa, seis filmes de ficção e documentários de grande sensibilidade, como A Sopa de Pedra, baseado numa lenda medieval, Bellíssimi, sobre um povoado esquecido na Itália, onde se fabricam balões e doces para a festa da Misericórdia, e o curioso Música de Cozinha, que transforma utensílios de cozinha em instrumentos musicais, provando que cada um tem sua personalidade.

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS

A fotógrafa francesa Dorothée Jalaber, especializada em retratos e detalhes, apresenta em 2012 uma série inédita, especialmente concebida para o SLOW FILME. Dorothée acaba de retornar da França, onde registrou flores, frutos, temperos, com o talento que caracteriza seu trabalho: a fotógrafa colhe os detalhes como se usasse uma lupa. As imagens de Dorothée revelam o que o poeta Manoel de Barros chama de grandeza do ínfimo.

As fotografias de Dorothée Jalaber são como pinturas. Ela fotografa como quem pinta. Revelando a imensidão que se pode testemunhar num simples vegetal, ela desvenda ao espectador um mundo completamente novo, onde o que se vê não é necessariamente o que foi registrado. Quase como numa pintura abstrata.

ATIVIDADES PARALELAS

Uma das marcas do SLOW FILME – FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E ALIMENTAÇÃO é propor, ao lado das exibições cinematográficas e das degustações que acontecem no próprio cinema, um programa de atividades paralelas, integrado por visitas a paraísos ecológicos, produtores orgânicos, almoços especiais etc, concebido com apoio do Convivium Slow Food Pirenópolis. Em 2012, as atividades propõem, dentre outras coisas, visitação a um alambique tradicional da região, visitação a uma plantação de ervas medicinais (com explicação sobre as diversas aplicações e as formas de cultivo) e a degustação do lendário jamón Pata Negra, atividade realizada numa parceria entre SLOW FILME, o Instituto Cervantes e a Embaixada da Espanha.

Quinta, dia 13

VISITA À FEIRA AGROECOLÓGICA

Realizada só às quintas-feiras, das 16h às 20h. Ocasião para conhecer a produção de frutas e hortaliças orgânicas, feita por produtores locais, beneficiários da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS).

Local: Praça do Pequizeiro, Vila Matutina (próximo ao Batalhão dos Bombeiros)

Sexta, dia 14

Manhã e almoço: Roteiro de visita ao Refúgio Avalon, formado por horta agroecológica, viveiro de plantas medicinais e condimentares, jardim sensitivo, trilha ecológica, área para banho etc.

Caminhada pelo cerrado em companhia de raizeiros locais, que identificarão plantas frutíferas e medicinais; oficina com plantas medicinais; dinâmica no jardim sensitivo; visita ao viveiro de plantas medicinais com explanação sobre nomes e usos das plantas; encerramento com um delicioso almoço composto de produtos orgânicos produzidos no local.

Preço por pessoa: R$ 50,00 (inclui transporte e almoço)

Inscrições e informações: (62) 3331.3715 com Lúcia

Sábado, dia 15

Manhã e almoço: visita à Fazenda Morro Grande, onde fica o alambique da “Pinga do Bastos”, de propriedade de Jânio Eustáquio Franco Araújo. A família tem tradição nesta atividade desde 1961. A visita termina com almoço especialmente preparado por Dona Maria Rodrigues Ferreira Araújo, servindo a tradicional comida da roça, com direito a carne de porco de lata e outros quitutes regionais.

Preço por pessoa: R$ 50,00 (inclui transporte e almoço)

Inscrições e informações: (62) 9802.8422, com Kátia Karam – katia_­karam@hotmail.com

Domingo, dia 16

Manhã: aula e degustação do Jamón Pata Negra no Restaurante Montserrat. Harmonização com vinho da região espanhola de Castilla la Mancha.

Número de participantes: 60

Preço por pessoa: R$ 35,00

Inscrições e informações: (61) 3443.8891 – objetosim@gmail.com
www.slowfilme.com.br

PROGRAMAÇÃO DE CINEMA

QUINTA-FEIRA, 13.09

19h00 – Abertura oficial: O sabor do desperdício

Sessão seguida de palestra com o deputado e engenheiro florestal, Joe Valle

SEXTA-FEIRA , 14.09

15h00 – Sessão especial: Quilombo (20’), de Vladimir Carvalho.

Sessão seguida de conversa com o diretor e com a representante do povoado Mesquita, Sandra Pereira Braga

16h30 – O Mundo segundo Monsanto (109’)

18h30 – Terraços do Vinho (73’)

20h00 – Foccacia Blues (75’)

Palestra do italiano Antonello Monardo sobre a origem do movimento Slow Food na Itália, seguida de degustação de pães italianos e foccacias de alecrim e sal grosso. Harmonização com vinho tinto, gentilmente oferecido pela Art du Vin.

SÁBADO, 15.09

15h00 – O Bezerro que queria ser hambúrguer (5’) + O Sabor do desperdício (88’)

16h45 – Mugaritz B.S.O. (72’)

18h30 – Almoço (17’) + Sessão Academia Barilla: O Pão (10’) + Ponto de Vista( 8’) + A Sopa de Pedra(14’) + Doce, afinal (3’) + Belíssimos (18’) + Música de Cozinha(10’) + Omelete( 10’)

20h15 – Estrada real da cachaça (98’).

Sessão seguida de conversa com o diretor Pedro Urano, com produtores e com a chef paulista Bia Goll sobre a utilização da cachaça na culinária brasileira. Degustação de cachaças mineiras e goianas.

DOMINGO, 16.09

15h00 – Menu de domingo (24’)+ Comendo o Alaska (57’)

17h00 – Quindim de Pessach (26’) + Dabbawala – O milagre das marmitas (50’)

18h30 – Na Alegria e na Cebola (52’)

SINOPSES

ALMOÇO (Lunch) – CROÁCIA, 2008, Cor, 17min, Ficção

Direção: Ana Hušman

Um filme irônico e bem humorado sobre as regras de comportamento encontradas nos livros de etiqueta e que, quase sempre, se apresentam como uma forma de auxiliar a comunicação e o entendimento entre as pessoas, ensinando-as a se comportar socialmente com mais facilidade e autoconfiança. Numa linguagem muito criativa, o filme brinca com o conceito de “civilidade” e mostra como os costumes e hábitos à mesa, principalmente em situações sociais, dizem muito sobre a educação recebida por cada pessoa.

COMENDO O ALASKA (Eating Alaska) – ESTADOS UNIDOS, 2009, Cor, 57 min, Documentário

Direção: Ellen Frankenstein

O que acontece quando uma vegetariana se muda para a fronteira do Alasca? Eating Alaska  é um filme sério e bem-humorado sobre a relação que há entre o local em que moramos e a comida da região. Feito por uma vegetariana, que se mudou para uma ilha no Alasca e se casou com um pescador, caçador de veados e ativista ambiental, o filme propõe uma série de reflexões sobre a política de alimentos, as tradições alimentares regionais e a nossa conexão com a natureza e com o que comemos.

DABBAWALA – O MILAGRE DAS MARMITAS (Dabbawala – The Lunchbox Miracle) –

Índia, 2007, Cor, 50 min, Documentário

Direção: Antje Christ

Em hindi, “Dabba” significa “caixa” ou “lancheira” e o sufixo “Walla” significa “a pessoa”. “Dabbawalla”, então, significa: a pessoa que carrega o lanche em caixas.  Este  documentário  mostra Mumbai, uma metrópole de 20 milhões de pessoas, onde 5.000 Dabbawallas entregam 200.000  refeições caseiras  todos os dias. O objetivo é que as refeições cheguem quentinhas às mãos dos clientes. Um serviço impressionante e simples, que utiliza latas com códigos, porém tão eficiente (apenas 1 em cada 16 milhões de latas se perde) que recebeu o prêmio Six Sigma da Revista Forbes.

Dabbawalla – The Lunchbox Miracle ganhou em 2008 o “Deutscher Wirtschaftsfilmpreis” (prêmio de cinema alemão de Economia) na categoria “Filmes sobre Economia”.

ESTRADA REAL DA CACHAÇA – BRASIL, 2009, Cor, 98 min, Documentário

Direção: Pedro Urano

O reencontro com a realidade nacional através da mais brasileira das bebidas, a cachaça. Trata-se de uma investigação histórica, antropológica, socioeconômica e poética que procura, ao longo da chamada Estrada Real, articular fragmentos significativos da trajetória da nação e mapear a presença da cachaça na cultura brasileira. A cachaça é produzida em todo o território brasileiro, mas Minas Gerais é o estado mais conhecido por sua qualidade. O motivo está relacionado à corrida pelo ouro, no século XVIII, que fez com que colonizadores portugueses e brasileiros fossem para o interior do país acompanhados da bebida.

FOCACCIA BLUES – ITÁLIA, 2008, Cor, 77 min, Documentário

Direção: Nico Cirasola

Uma história real que aconteceu em Altamura, Puglia (Itália). Em 2001, foi inaugurado na região um enorme McDonald’s, de 550 m², despertando grande curiosidade no público local. Depois de alguns meses, o padeiro Luca Di Gesù decide abrir sua pequena loja ao lado do “gigante” norte-americano. A partir desse momento, a concorrência leal do padeiro coloca em crise a filial da maior cadeia de fast-food do mundo, obrigando-a a fechar suas portas. Nico Cirasola registra toda esta história com muito bom humor.

MENU DE DOMINGO (Sunday Menu), ALEMANHA, 2011, Cor, 24 min, Ficção.

Direção: Liesl Nguyen

Nos subúrbios de Berlim, uma adolescente vietnamita-alemã enfrenta conflitos de geração e transculturais através do poder ritualístico da comida. Ela divide seus dramas emocionais com sua avó doente e que sente saudades de sua pátria; sua mãe, que luta para manter o mal-sucedido restaurante familiar, e seu primo otimista, que parece muito bem adaptado às duas culturas.

O filme  é livremente inspirado no conto “Sunday Menu” do escritor vietnamita Pham Thi Hoai, que reside em Berlim.

MUGARITZ B.S.O.,  ESPANHA, 2011, Cor, 72 min, documentário

Direção: Juantxo Sardon

Em 2007, o chef Andoni Aduriz, do restaurante espanhol Mugaritz, e o músico Felipe Ugarte se uniram para pôr em prática um projeto que transformaria um sofisticado cardápio gastronômico em uma inusitada experiência musical. A ideia era criar pautas musicais que traduzissem as sensações, o sabor, a delícia de oito das principais receitas do restaurante que está entre os três melhores do mundo. O resultado – que contou com a participação de mais de 40 músicos – revela uma perfeita simbiose entre os mundos da alta gastronomia e o musical. O filme revela todo o processo, da elaboração gastronômica às gravações das músicas em estúdio.

Adoni Aduriz abriu o Mugaritz em 1998, em San Sebastian, no país Basco, Espanha. Em 2012, o restaurante ficou em 3º lugar no S. Pellegrino World’s 50 Best, o mais aguardado ranking gastronômico do mundo, publicado anualmente pela revista britânica Restaurant. Considerado um dos maiores chefs de cozinha de todo o mundo, Aduriz é adepto do neonaturalismo, movimento que se inspira na natureza. Seus pratos são verdadeiras obras de arte à mesa.

NA ALEGRIA E NA CEBOLA! (Pour Le Meilleur et Pour L’oignon!) – FRANÇA/NIGÉRIA, 2008, Cor, 52 min, Documentário

Direção: Sani Elhadj Magori

Por ano, chegam aos mercados do oeste da África 400.000 toneladas de violeta de Galmi, a cebola da Nigéria. Na própria cidade de Galmi, Salamatou espera há dois anos por seu casamento. Pressionado pela família do noivo e pelas fofocas locais, seu pai Yaro toma uma decisão: “O casamento acontecerá na colheita!” Mas Yaro sabe que para cumprir com sua palavra, ele terá que produzir mais, e vender mais caro…

O BEZERRO QUE QUERIA SER HAMBÚRGER (The Cow Who Wanted to be a Hamburger) – ESTADOS UNIDOS, 2010, Cor, 5 min, Animação

Direção: Bill Plympton

Um bezerro, manipulado pela publicidade enganosa, anseia pela “felicidade” de se transformar em suculentos hambúrgueres. Seus esforços para alcançar a tão sonhada felicidade são muitos até que a dura realidade é revelada. Fábula sobre o poder da propaganda, o sentido da vida e o teste do amor de uma mãe. Um drama bovino com momentos épicos.

O curta foi pré-selecionado em 2011 para o Oscar e indicado ao prêmio de melhor curta de animação do 38º Annie Awards, o Oscar da animação.

O MUNDO SEGUNDO A MONSANTO (Le Monde Selon Monsanto) – FRANÇA/ALEMANHA/CANADÁ, 2008, Cor, 108 min, Documentário

Direção: Marie-Monique Robin

Criada em 1901, em Saint Louis, Missouri, EUA, a gigante norte-americana Monsanto, hoje líder mundial na produção de sementes geneticamente modificadas, é também a maior produtora mundial do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup. Tendo enfrentado processo atrás de processo ao longo de sua história, a empresa reinventou recentemente sua imagem como uma companhia preocupada com a implantação do desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza. Por meio de documentos inéditos e testemunhos de cientistas, representantes governamentais e vítimas da companhia, o filme realiza uma ampla investigação sobre um dos maiores impérios industriais do mundo.

QUILOMBO – BRASIL, 1975, Cor, 20 min, 1975, Documentário

Direção: Vladimir Carvalho

Documentário realizado na Cidade Ocidental, a 60 km de Brasília (na época ainda um núcleo do município de Luziânia/GO), o filme de Vladimir Carvalho retrata a comunidade negra, remanescente do antigo quilombo do Povoado de Mesquita, que vive até hoje do fabrico rudimentar de doce de marmelo.

Produzido artesanalmente há mais de 150 anos, o doce de marmelo da Comunidade Quilombola do Mesquita segue uma receita de mais de 200 anos, quando as primeiras mudas do marmelo, trazidas de Portugal, chegaram ao interior de Goiás. A marmelada que hoje é comercializada com o nome de Marmelada de Santa Luzia, é um produto da Arca do Gosto do Slow Food.

QUINDIM DE PESSACH – BRASIL, 2009, Cor, 26 min, Documentário

Direção: Olindo Estevam

O rico encontro entre a cultura judaica e brasileira através da culinária, mostrando o modo como este saber foi transmitido pelas matriarcas judias para suas brasileiríssimas cozinheiras, que aprenderam com elas não apenas as receitas dos pratos carregados de tradição, mas também todos os costumes – simbólicos, festivos e religiosos – relacionados à comida. São histórias de vida recheadas de encontros e sabores. O documentário mostra ainda como as cozinheiras brasileiras se apropriaram, com dedicação, de uma nova cultura, acrescentando a ela os sabores de suas raízes miscigenadas, e se tornaram detentoras de um importante saber, transmitido-o às novas gerações, que vêm descobrindo a importância de preservar suas tradições.

O SABOR DO DESPERDÍCIO (Taste the waste) – ALEMANHA, 2011, Cor, 88 min, Documentário
Direção: Valentin Thurn

Porque jogamos nossa comida no lixo? Domicílios alemães estão jogando fora alimentos no valor de 20 bilhões de euros por ano, o mesmo valor do faturamento anual do grupo Aldi, uma das maiores empresas do ramo de supermercado da Alemanha. A comida que está sendo jogada fora na Europa daria para alimentar 2 vezes todas as pessoas que estão passando fome no mundo. Taste the Waste nos mostra que está começando uma mudança de pensamento mundial e que já existem pessoas que contrariam esse absurdo com muito engajamento e ideias valiosas.

TERRAÇOS DO VINHO (Rupi Del Vino) – ITÁLIA, 2009, Cor, 54 min, Documentário

Direção: Ermanno Olmi

“ Há cinco razões para beber: a chegada de um amigo, a excelência do vinho, a sede – presente e futura – e qualquer outro motivo”. Rupi Del Vino, novo documentário de  Ermanno Olmi, é dedicado à viticultura heróica da região da Valtellina,  no nordeste italiano . Após Terra Madre, o mestre do cinema italiano volta seu olhar poético para temas ligados à terra e a uma relação positiva e mais harmoniosa com o ambiente. Através de belas imagens e testemunhos, o documentário presta uma homenagem aos vinhedos da região, candidata ao reconhecimento da Unesco como Patrimômio Mundial.

SESSÃO ACADEMIA BARILLA

Academia Barilla Film Award é  um festival de  cinema criado em 2005 pela Academia Barilla, primeiro centro internacional dedicado ao desenvolvimento e promoção da cultura gastronômicaitaliana. O prêmio, intitulado Storie di Cucina , é dedicado a filmes italianos de curta-metragem sobre comida.

A SOPA DE PEDRA (La zuppa di pietra) – ITÁLIA, 2007, Cor, 14min, Ficção

Direção: Christian Carmosino

Era uma vez  um vagabundo que viajou de cidade em cidade preparando sua sopa especial feita de pedra. Sua sopa mágica levou as pessoas, medrosas e desconfiadas, a olharem para o mundo de uma maneira nova.Cada uma dessas pessoas adicionou um ingrediente à panela, criando uma sopa extraordinária. A história, baseada em uma tradicional novela da Europa Central, é um olhar irônico para as origens da aquacotta, um prato popular na Itália central.

BELLISSIMI – ITÁLIA, 2008, Cor, 18 min, Documentário

Direção: Davide Vanni 

Nas encostas do Monte Faudo, a poucos quilômetros do porto de Imperia, a pequena aldeia italiana de Bellissimi repousa entre as montanhas que fazem fronteira com oliveiras. O povo de Bellissimi – os poucos que restam – raramente se encontra ao longo das ruas muradas. No entanto, no final do verão, quando os turistas começam a ir embora da cidade, algo mágico parece acontecer. Renzo, o últimofabricante de balões de papel, começa a preparar os novos balões do festival da Misericórdia, que acontece no primeiro domingo de setembro. Com base em suas lembranças de infância, as mulheres da região começam a preparar os pães e a torta verde. O olhar discreto e delicado da câmera registra com respeito e poesia esse fragmento da tradição regional italiana onde as temáticas social, religiosa e gastronômica se fundem nas recordações das gerações e no prazer de comemorar o festival como um momento de identidade, encontro e partilha.

DOCE, AFINAL (Dulcis in fundo) – ITÁLIA, 2007, Cor, 3 min, Documentário

Direção: Davide Abate

Uma receita  verdadeiramente estranha. A paixão transforma a preparação de uma sobremesa em uma sinfonia extraordinária dos sentidos. As mãos  da cozinheira misturam os ingredientes, dando-lhesvida nova.

MÚSICA DE COZINHA ( Musica da cucina)  – ITÁLIA, 2007, Cor, 10 min, Ficção

Direção: Giuseppe La Rosa e Sara Filippelli

Curta experimental, Música de Cozinha é baseado em uma tradicional refeição de quatro pratos sicilianos. A cozinha é o palco e os instrumentos são as batedeiras, panelas, potes, panelas e ingredientes. Os sons dos utensílios de cozinha, gravados ao vivo, são editados, tornando-se notas musicais. Cada um dos quatro pratos tem sua própria identidade e um ritmo acústico alegre.

OMELETE (Frittata) – ITÁLIA, 2008, Cor, 10 min, Ficção

Direção: Silvia Rossi

Arianna acabou de completar 28 anos e está sem esperanças em relação à vida. Graças à visita surpresa de sua avó e a uma aula de culinária improvisada, Arianna renova suas energias. Omelete é uma história sobre as dificuldades da vida, o conforto da família e as tradições culinárias familiares.

O PÃO (Il pane) – ITÁLIA, 2007, Cor, 10 min, Documentário

Direção: Giulio De Leo e Sandro Carnino

Uma  camponesa idosa faz pão em sua fazenda seguindo uma antiga tradição. Com os simples e precisos movimentos de suas mãos, descobrimos que a arte de fazer pão é baseada em trabalho árduo, umaespera silenciosa e o conhecimento dos ritmos da natureza.

PONTO DE VISTA (Punti di vista) – ITÁLIA, 2004, Cor, 8 min, Ficção

Direção: Cecilia Maggio

Durante uma noite como outra qualquer, uma jovem pede ao chef do restaurante que prepare algo especial para ela. A finalidade do desafio não é vencer, mas a alegria de se comunicar de uma maneira diferente. No caos da cozinha e do restaurante, o chef demonstra sua paixão pela comida e seu desejo de revelar a verdadeira identidade da misteriosa cliente.

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