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Vem aí a 2ª edição do Festival Gastronômico Cerrado Week

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Repetindo o sucesso da primeira edição, o Slow Food Cerrado lança a 2ª edição do Festival Gastronômico Cerrado Week de 11 a 20 de setembro de 2015. Os brasilienses terão 10 dias para percorrer padarias, cafés, bares e restaurantes que já confirmaram presença no roteiro que promete dar amplitude aos sabores do cerrado, considerado o 2º maior bioma da América do Sul.

 

Os estabelecimentos se comprometem a utilizar ingredientes adquiridos de produtores que seguem a premissa do movimento liderado pelo jornalista italiano Carlo Petrini: do alimento BOM (saboroso), LIMPO (com processos de produção sustentáveis) e JUSTO (com remuneração justa a todos os envolvidos na cadeia produtiva). Esses produtos são a base para o preparo de pratos que serão a vitrine gastronômica dos frutos do cerrado. “Acreditamos que os cozinheiros são os melhores intérpretes do território e conseguem traduzir o terroir com criatividade, inovação e inclusão. Nesse processo, conseguimos fomentar toda a cadeia produtiva e ao mesmo tempo, trabalhamos de forma lúdica a sustentabilidade e a defesa do nosso amado bioma”, ressalta a coordenadora-geral do evento e líder do convívio Cerrado, Ana Paula Jacques.

Entre as novidades deste ano, cada estabelecimento deverá indicar o fornecedor principal do ingrediente que será utilizado no preparo. A ideia é que os consumidores se aproximem mais dos produtores e conheçam a origem dos alimentos que estão degustando. “É fundamental manter um bom relacionamento com meus fornecedores”, destaca Agenor Maia, um dos organizadores do Festival. “Viajo 400 km só para comprar a farinha do Seu Geraldo e procuro passar aos meus clientes a história do alimento que eles vão consumir no Olivae”, complementa o chef. 

Outra novidade é que o Festival integra a programação oficial da VIRADA DO CERRADO, evento inspirado na Virada Cultural de São Paulo, que vai garantir três dias ininterruptos de atividades de mobilização e educação voltadas à sustentabilidade e ao bioma.

Para Jean Marconi, facilitador da região Centro-Oeste do Slow Food, a potencialidade dos frutos do cerrado ainda é pouco conhecida para o grande público. “Temos mais de 200 frutos com potencial para a alimentação humana, mas não conhecemos mais de 10 exemplares. Por isso é importante o incentivo a produção local, o que gera renda a agricultura familiar e garante todo o frescor proporcionado pela sazonalidade do cerrado”.

Sobre o Festival

O Festival Gastronômico Cerrado Week é promovido pelo Slow Food Cerrado com o intuito de chamar a atenção para o potencial gastronômico das espécies nativas do bioma, ainda pouco utilizadas na gastronomia. Tudo isso no mês em que se comemora o Dia do Cerrado (11/09).

“Nosso objetivo principal é ampliar o conhecimento do público sobre o potencial gastronômico das espécies nativas do Cerrado e ao mesmo tempo criar uma demanda regular para esses produtos, fomentando assim toda a cadeia produtiva dos agroextrativistas e cooperativas que utilizam o bioma como sua fonte de renda”, explica Ana Paula Jacques.

O Cerrado

O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. O bioma é conhecido como “berço das águas” ou “caixa d ́água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.

Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais. Mas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção.

*com informações da Rede Cerrado

Comissão Organizadora do Festival Cerrado Week

Chef Agenor Maia, Associado Slow Food Cerrado

Nascido no interior do Estado de São Paulo, Agenor aprendeu desde cedo com a família que cozinha era sinônimo de criatividade, prazer e necessidade. Apaixonado pela gastronomia e decidido a se especializar no ramo, o chef partiu para Portugal em 2004. Na volta ao Brasil, assumiu o departamento de operações do Roadhouse Grill em Brasília. Na trajetória do chef estão restaurantes renomados da América Latina, como o aclamado D.O.M., do chef Alex Atala, e o premiado Astrid Y Gastón em Lima, no Peru, considerado pela revista britânica Restaurant o 2º melhor restaurante da América Latina em 2014. A bagagem gastronômica do chef Agenor Maia adquirida pela experiência, trabalho e cuidadosa reflexão tem sua base numa filosofia de vida, onde a verdadeira felicidade pode ser encontrada dando o melhor de si no que se faz de melhor. Essa inclinação que se concretizou na abertura do Olivae, casa onde expõe suas bases culinárias aos traços e características da cozinha de várias partes do mundo, buscando uma contemporaneidade aliada a ingredientes locais.

Ana Paula Jacques, líder Slow Food Cerrado

É uma pesquisadora inquieta que defende a diversidade da gastronomia brasileira e sua representação como patrimônio cultural. É gaúcha mas firmou raízes no Cerrado onde trabalha pela valorização das espécies nativas do bioma na gastronomia. Cozinheira, educadora, líder do convívio Slow Food Cerrado e embaixadora Food Revolution em Brasília.

Jean Marconi, facilitador da região Centro-Oeste do Slow Food

É formado em Processamento de Dados com especialização em Gerência de Projetos pela FGV. Aprendeu com a memória afetiva da família goiana a valorizar as nuances da cozinha regional. As panelas de cobre das tias doceiras e os almoços preparados pelas primas cozinheiras em panelas de barro fizeram com que Marconi descobrisse o prazer da boa mesa sempre apreciando produtos locais. Associado do Slow Food desde 2010, Jean Marconi dedica parte de seu tempo ao ativismo relacionado ao alimento como o combate aos transgênicos e à monocultura e a valorização da cultura alimentar no cerrado, como a da marmelada Santa Luzia, produzida por uma comunidade remanescente de quilombolas há mais de 120 anos na Cidade Ocidental. 

Thalita Kalix, Co-líder Slow Food Cerrado

Jornalista de formação, Thalita Kalix trocou a caneta e o bloquinho pelas facas e panelas em 2011. Formou-se em culinária na Le Cordon Bleu, em Paris. Na capital francesa teve a oportunidade de trabalhar em restaurantes de renome, como o Septime, eleito o 49º melhor do mundo pela revista inglesa Restaurant em 2013. Passou uma temporada em Florença, onde estudou culinária italiana e trabalhou no restaurante Il Santo Bevitore e no time de futebol da Fiorentina. De volta a Brasília, desde 2013 ela atua como chef em casa, professora de culinária particular e consultora gastronômica. Atualmente é mestranda em Turismo pela Universidade de Brasília.

Informações para Imprensa Festival Cerrado Week

Ana Paula Jacques
(61) 8135­-3065

Jean Marconi
(61) 9675-4477

E­mail: cerrado@slowfoodbrasil.com

Realização: Slow Food Cerrado
Co-realização: Slow Food Buriti, Slow Food João de Barro, Slow Food Pirenópolis, Slow Food Ipê
Apoio Institucional: Rede Cerrado, Central do Cerrado e Virada do Cerrado
Apoio de Mídia: Revista Prazeres da Mesa
Patrocínio: Senac
Agência de Marketing: iDesign&Mkt – Alysson A. Chaves
Restaurante Oficial: Olivae 

Mídias Sociais 

Twitter: @slowfoodcerrado
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