Lançamento do Livro Caracol de Práticas Educativas da CSF Brasil Educação

Apresentação

O Caracol de práticas educativas, resultado do Projeto Caracol, vem para adubar gentilmente o nosso solo, esse chão de onde partimos para intervir em realidades que queremos mudar: a educação! As ideias e atividades aqui propostas encontram no alimento um caminho repleto de veredas para se educar, uma educação que se sustenta na experiência e no afeto como fontes sutis e potentes de transformação. Uma educação que emancipa e que nos prepara para a transição ecológica necessária à vida em nosso tempo.

Os organizadores desta publicação são: Marina Vianna Ferreira, Fulvio Iermano e Gabriella Pieroni, e é uma publicação de autoria do Slow Food Brasil Educação.

Edição: Associação Slow Food Brasil
Apoio: MISEREOR
Colaboradores: Adriana Vernacci, Alessandra Brant, Ana Tomazoni, Betty Kövesi Mathias, Claudia Mattos, Denise Barbosa, Denise Gonçalves, Fabiano Gregório, Gabriela Bonilha, Giselle Miotto, Jerônimo Kahn Villas-Bôas, Karina Pereira Weber, Kátia Karam Toralles, Ligia Meneguello, Manuela Valim Braganholo, Margarida Nogueira, Rafael Rioja Arantes, Revecca Tapie, Rosângela Cintrão (Bibi), Teresa Corção e Thalita Kalix.
Ilustração e Design: Débora Ferrari.

Faça o download do livro Caracol de práticas educativas

Para nós, a conversa entre a educação e a alimentação é infinita, surpreendente e bela. O ato de comer é algo universal, comum à vida de todas as pessoas em todas as partes do mundo, portanto, fonte renovável de
possibilidades de construir conhecimento.

ORGANIZADORES
SLOW FOOD BRASIL EDUCAÇÃO

O que inspirou os autores nessa publicação: Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN), o Guia alimentar para a população brasileira, a Agroecologia, a Biodiversidade e conservação, a Ecogastronomia, a Antroposofia, o Patrimônio cultural alimentar, o Consumo responsável, a Educação popular e a Educação do campo.

O livro vai além de um registro de práticas educativas, ele visa inspirar, trazer uma dica de por onde começar a trabalhar a questão da alimentação de forma ampla e respeitando e valorizando as diversas culturas alimentares. Ele é um livro que também considera e alerta sobre a crise generalizada que o sistema alimentar global provoca, pondo em risco a permanência de culturas, alimentos e da própria vida. Busca, portanto, inspirar o resgate do gosto pela educação, uma re-aproximação e re-descoberta dos alimentos e suas relações territoriais, dos hábitos alimentares tradicionais, do convívio entorno do alimento e a fruição de sabores e saberes para um ganho de saúde humana e não-humana.

O livro tem o prefácio escrito pela Ligia Meneguello, Coordenadora de Programas e Conteúdos Associação Slow Food do Brasil. Para ela:

Para além dos resultados mensuráveis, o percurso deste Caracol vai além e passa pelas relações construídas com os territórios e com os seres que neles vivem. Está no amor e no afeto de cada história, de cada receita compartilhada. E que felicidade, também, termos a Misereor e seus representantes como apoiadores, que com muito afeto acolheu os sonhos deste grupo e o acompanhou nessa construção. Nosso desejo é que desfrutem desses resultados tanto quanto nós.

Inspirados por estas ideias buscamos agregar as demandas sociais e especificidades da realidade brasileira, aos princípios de educação praticados em âmbito global pelo movimento Slow Food, que se baseiam no direito ao prazer de se alimentar, na educação do gosto e na provocação dos sentidos.

As atividades propostas neste livro estimulam práticas alimentares prazerosas e lúdicas, mas também conscientes e sustentáveis, amparadas numa abordagem integral da alimentação em todas as suas dimensões, sejam elas nutritivas, culturais, gastronômicas, afetivas, políticas ou socioeconômicas.

Essas atividades foram sistematizadas por diferentes educadoras(es) e colaboradoras(es) e refletem uma multiplicidade de experiências, linguagens, abordagens, saberes e áreas de conhecimento. Por isto, podem ser direcionadas a múltiplos públicos: pais e avós, lideranças comunitárias, professoras(es) da rede pública e particular, oficineiras(os), profissionais da nutrição, da saúde e assistência social, cozinheiras(os), agricultoras(es), pescadoras(es), extrativistas, comerciantes e comunicadoras(es). Todas estas e estes atores são educadores alimentares em potencial. Não significa que todas as práticas servirão a todos esses públicos ou mesmo que nossas(os) leitoras(es) farão uso das mesmas tal como estão apresentadas. Desejamos que leitoras(es) mergulhem nessa colcha de retalhos, naveguem pelas nossas referências e explorem as ideias de práticas, sentindo-se livres para criar, somar e adaptar à sua realidade.
Também convidamos para assistir ao documentário NHANDEREKO – Comida e educação que foi lançado no Terra Madre Brasil 2020 e que também é fruto do Projeto Caracol.

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