Coletivos que integramos

Entendemos que sozinhos jamais conseguiremos alcançar o objetivo do alimento bom, limpo e justo para todos, por isso estimulamos que os integrantes do Slow Food Brasil se somem a outras articulações e organizações que atuam em seus territórios.

Abaixo listamos os coletivos em que temos representação do movimento no país.

A Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável é uma coalizão de organizações e pessoas em defesa do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável formada em 2016.

São 10 temas que compõe a agenda desta aliança: 

  1. Promoção, Proteção e Apoio aos Saberes e Práticas Convergentes com a Alimentação Adequada e Saudável;
  2. Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação e à Alimentação Complementar Saudável; 
  3. Fortalecimento da Agroecologia e da Agricultura Familiar; 
  4. Efetivação da Proibição da Publicidade Dirigida ao Público Infantil; 
  5. Restrição da Publicidade de Alimentos Ultraprocessados;
  6. Melhoria da Informação nos Rótulos de Alimentos; 
  7. Aprovação de Medidas Fiscais Promotoras da Alimentação Adequada e Saudável; 
  8. Promoção, Proteção e Apoio à Alimentação Adequada e Saudável em Ambientes institucionais, Especialmente nas Escolas;
  9. Garantir a Água como Direito Humano e Bem Comum; 
  10. Monitorar e Expor Práticas e Políticas que Estimulem Condutas Alimentares Nocivas à Saúde


Quando o Brasil passou a ser o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, em 2008, a sociedade civil se organizou em torno da luta contra os agrotóxicos e pela vida. A Campanha é um esforço coletivo, assumido por um conjunto de organizações e pessoas, que visa combater a utilização de agrotóxicos e a ação de suas empresas (produtoras e comercializadoras), explicitando as contradições geradas pelo modelo de produção imposto pelo agronegócio, que também tem em seu pacote tecnológico a utilização dos organismos geneticamente modificados, principalmente os transgênicos, que contribuíram para o elevado consumo de agrotóxicos no país.

A Campanha tem 4 bandeiras que orientam sua atuação:

  • Construir um processo de conscientização na sociedade sobre a ameaça que representam os agrotóxicos e transgênicos, denunciando os seus efeitos degradantes à saúde (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores nas cidades) e ao meio ambiente (contaminação dos solos e das águas);
  • Fazer da campanha um espaço de construção de unidade entre ambientalistas, camponeses, trabalhadores urbanos, estudantes, consumidores e todos aqueles que prezam pela produção de um alimento saudável que respeite ao meio ambiente;
  • Denunciar e responsabilizar as empresas que produzem e comercializam agrotóxicos. Criar formas de restringir o uso de venenos e de impedir sua expansão, propondo projetos de lei, portarias e outras iniciativas legais; 
  • Pautar na sociedade a necessidade de mudança do atual modelo agrícola que produz comida envenenada para um modelo baseado na agricultura camponesa e agroecológica


#ChegaDeAgrotóxicos é uma plataforma em prol da Política Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNARA – PL 6.670/2016) e denunciar o ‘Pacote do Veneno’ (como ficou popularmente conhecido o PL 6.299/2002). Sua principal ferramenta é uma petição pública e busca trazer também as novidades em relação a estes dois projetos de leis e assuntos relacionados.

O governo brasileiro tem desde 2016 intensificado a liberação de produtos e ingredientes agrotóxicos, por meio do poder executivo, sem consultar a sociedade sobre o que pensa a respeito. Manifeste seu posicionamento contra mais agrotóxico assinando nossa petição.


A cada quatro anos deveria ser realizada a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, organizada pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), extinta pelo governo Bolsonaro em seu primeiro ato presidencial em 2019. Desde então, para manter mobilizada as articulações da sociedade civil para debater tema de tamanha importância, surgiu a Comissão Organizadora da Conferência Nacional Popular, por Direitos, Democracia, Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, formada nos encontros ampliados do Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN). 

A Conferência originalmente planejada para ser realizada em agosto de 2020 em São Luís, Maranhão não foi possível por conta da pandemia do novo coronavírus. Atualmente segue mobilizada pautando as questões relacionadas a SSAN, num processo continuado de debates, aprofundando temas importantes da atualidade.


O Banquetaço surgiu em São Paulo em 2017, em protesto à Farinata, um alimento ultraprocessado esquisito, que o então prefeito João Dória Jr., quis implementar sem consulta aos conselhos participativos devidos, com a desculpa da Farinata reforçar a merenda escolar, a alimentação da população prisional e de rua e de quebra ainda combater o desperdício.

O disparate foi tamanho que membros de vários coletivos e movimentos se juntaram para montar um grande banquete público com alimentos provenientes da agricultura familiar e da agroecologia, unindo agricultores, cozinheiros, nutricionistas, ativistas e midiativistas, políticos, e toda a sociedade civil que estava sensibilizada pelo tema. 

Esse grande banquete foi montado em frente ao grande Theatro Municipal de São Paulo com uma mesa com mais de vinte metros de comprimento, distribuiu mais de e 1.500 refeições, em 2 horas, com comida de verdade e aproveitamento integral. Provando que dá pra combater o desperdício com comida boa, gostosa, cheirosa. Enquanto realizou-se o ato, a prefeitura revogou o projeto de Lei que implementava a Farinata. 

Desde então outras iniciativas ocorreram mobilizadas pelo Banquetaço, e em 2019, quando o CONSEA foi extinto, a estratégia se espalhou pelo país todo e ocorreram mais de 40 eventos simultâneos para chamar a atenção do país.

A última grande mobilização ocorreu na semana da alimentação de 2020, com a campanha Gente é pra Brilhar, Não Morrer de Fome, que promoveu uma série de discussões durante a semana e um marmitaço nacional, distribuindo toneladas de alimentos em diversos estados.


A Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) é um espaço de articulação e convergência entre movimentos, redes e organizações da sociedade civil brasileira engajadas em experiências concretas de promoção da agroecologia, de fortalecimento da produção familiar e de construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento rural. 

A ANA organiza a sua ação em três frentes. 

  • articular iniciativas realizadas pelas organizações que fazem parte da ANA em seus programas de desenvolvimento local/territorial, promovendo o intercâmbio entre elas e fomentando a reflexão coletiva sobre as lições delas extraídas.
  • Trabalho de incidência sobre as políticas públicas através da prática da troca de experiências e de debates, em que são identificados gargalos e desafios para o desenvolvimento da agroecologia e elaboradas propostas para a criação e o aprimoramento de políticas públicas que promovam o aumento de escala da agroecologia nos territórios. Esse esforço tem fortalecido a ANA como ator político representante do campo agroecológico, legitimado para propor e negociar o aprimoramento de políticas junto ao governo. 
  • Comunicação com a sociedade, em que busca dar visibilidade à realidade da agricultura familiar e às propostas defendidas pelo campo agroecológico e, assim, estimular uma atitude proativa em defesa dessas propostas.

Entre as suas principais temáticas de atuação estão a construção do conhecimento agroecológico, notadamente nos campos da ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), da Educação e da Pesquisa, a conservação e o uso sustentável da biodiversidade, com foco prioritário nas sementes locais e nos produtos do extrativismo, a questão do protagonismo das mulheres, o abastecimento e a construção social de mercados, a soberania e segurança alimentar, a reforma agrária e os direitos territoriais de povos e comunidades tradicionais, o acesso e a gestão das águas, a agricultura urbana e periurbana, a questão dos agrotóxicos e dos transgênicos, as normas sanitárias para produtos da agricultura familiar, o crédito para financiamento da agricultura familiar e a comunicação.


Você faz parte de algum coletivo que atua em sintonia com o Slow Food? Tem uma ideia de como podemos somar forças?

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